Presidente do Conselho de Medicina Veterinária explica regras para atendimento gratuito

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O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), Mário Eduardo Pulga, esteve nesta terça-feira, 22/3, na Assembleia Legislativa, para participar da reunião daComissão de Saúdee esclarecer a decisão da entidade de suspender os mutirões de atendimento gratuito realizados pelo médico veterinário Ricardo Fehr Camargo, na cidade de São Carlos, interior de São Paulo.

Mario Eduardo Pulga disse que a ação beneficente do profissional de São Carlos contraria o Código de Ética do Médico Veterinário. Segundo ele, embora o regulamento preveja o atendimento gratuito, este deve ser feito mediante convênios com prefeituras, organizações não governamentais ou entidades de utilidade pública.

O representante da entidade também argumentou que a clínica de São Carlos estava irregular, não dispunha de registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária e não fez figurar o responsável técnico pelo estabelecimento e pelos serviços prestados. Para Pulga, o caso desse profissional se caracteriza como desvio de conduta e captação ilegal de clientes. "O que fizemos até agora foi exercer a defesa da legalidade", ele disse.

O deputado Cauê Macris (PSDB), autor do requerimento do convite ao presidente do CRMV-SP, perguntou se existe atualmente algum questionamento sobre a constitucionalidade do artigo 21 do Código de Ética, que trata da proibição dos atendimentos voluntários gratuitos por parte dos profissionais. Macris destacou que profissionais de outras áreas conseguiram romper essa proibição. Os advogados são um exemplo.

O parlamentar também ponderou que muitos profissionais da medicina veterinária estão dispostos a realizar atendimentos gratuitos ao público de baixa renda, mas não querem atuar vinculados a organizações não governamentais. A exigência dessa vinculação gera, frequentemente, muitas dificuldades, principalmente quando se tem em vista que o Estado de São Paulo conta com 645 municípios e apenas 106 ONGs estão registradas no CRMV-SP. "Vamos assumir na Assembleia a responsabilidade de discutir isso com os profissionais veterinários. Acredito que o artigo 21 do Código de Ética é equivocado para os dias de hoje."

Já Mário Eduardo Pulga defendeu que o código de ética se caracteriza, sobretudo, pelo seu caráter sanitário, ao fazer valer a regulamentação e garantir condições de atendimento, clínicas com estruturas adequadas e o bem-estar dos animais.

Protagonismo feminino é tema de seminário

Evento debateu a participação da mulher no setor privado, público e no terceiro setor

 

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Aconteceu nesta segunda-feira, 7/3, na Assembleia Legislativa, o seminário Protagonismo Feminino: Desafios e Conquistas, realizado pela ONG Gente Urbana com o apoio do deputado Celino Cardoso (PSDB).

O objetivo do evento foi debater a participação da mulher no setor privado, público e no terceiro setor. Na mesa de abertura, o deputado Celino ressaltou a importância de debates como esse na medida em que ainda existem muitas injustiças que as mulheres enfrentam e contra as quais é preciso lutar.

Aline Cardoso, do Gente Urbana, observou que há problemas camuflados na sociedade contra a mulher. Explicou que o trabalho da instituição é voltado ao protagonismo e ao empoderamento da mulher, para que suas dificuldades venham à tona e possam ser combatidas. A atuação tem se voltado especialmente às meninas do "nem nem" " aquelas que nem estudam e nem trabalham. Dos jovens nessa situação, acrescentou Aline, 70% são mulheres.

"Será que as mulheres que chegam a cargos de liderança abrem caminho para outras mulheres?" Com essa pergunta, a presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina, Delegada Rose, abriu sua fala, observando que muitas vezes as mulheres líderes têm posturas ainda mais machistas e preconceituosas do que os homens. "Ainda temos que conversar muito com estas mulheres para lhes mostrar que sua função não é somente liderar, mas abrir caminho para outras mulheres", declarou a delegada, acrescentando que muitas vezes elas rechaçam as tentativas de conversar sobre o assunto, esquecendo-se de que chegaram lá pela luta de outras mulheres.

Setor privado

O primeiro painel do seminário versou sobre a participação das mulheres no setor privado. A moderadora, Cristiane Aché, e as palestrantes Ana Fontes, Lígia Sica e Grazielle Parenti, são executivas do setor privado. O tema tratado foi o espaço da mulher no mercado de trabalho, suas reais possibilidades de ascensão e as dificuldades e preconceitos pelos quais ainda passam.

No painel seguinte, sobre a participação das mulheres no setor público, a diretora executiva do Seade, Maria Helena Guimarães de Castro, trouxe alguns dados da Fundação Seade de 2015. De acordo com os números apresentados, a taxa de participação da mulher no mercado, em 2015, cresceu um pouco mais do que a participação dos homens. O rendimento médio da hora trabalhada da mulher, que era de 60% a 65% da média do rendimento dos homens, cresceu, na Grande São Paulo, para o patamar de 87% do rendimento dos homens. "São dados muito importantes", concluiu Maria Helena.

A deputada Célia Leão (PSDB) discorreu sobre a participação da mulher na política e exaltou a necessidade de que sua presença seja cada vez mais valorizada e incentivada. Enfatizou a importância de que a luta continue e, ao mesmo tempo, de que se reconheçam todos os avanços que já ocorreram por mérito das mulheres que as antecederam.

O último painel do evento tratou da participação da mulher no terceiro setor, com falas de mulheres ativistas especialmente nas redes sociais. O encerramento ficou a cargo da coordenadora estadual de Políticas para a Mulher, Albertina Duarte.

 

Fonte: http://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=370337